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Melhor remuneração de jovens pelas famílias de produtores foi apontada nos encontros que antecederam a XVI Jornada. Foto: Cassiano Farina

Oficinas apontam necessidade de fóruns permanentes e de plano estratégico para viticultura

29 de Julho de 2015


Demandas foram apresentadas na XVI Jornada, no último dia 15. Temas de destaque foram permanência e remuneração de jovens, assistência técnica, racionalização do uso de defensivos agrícolas, maior renda e acesso à educação e tecnologia

A criação de fóruns permanentes de discussão divididos por categoria e de um plano estratégico para o setor vitícola da Serra Gaúcha foram os principais desafios levantados nas oficinas pré-Jornada da Viticultura. Os encontros contaram com a participação de 545 pessoas, no período de novembro e dezembro de 2014, além de oficinas específicas com jovens e mulheres em maio e junho deste ano. Os resultados foram apresentados na XVI Jornada da Viticultura Gaúcha, no último dia 15, em Ipê, e apontam para necessidades distintas e complementares entre jovens, mulheres e homens. Os pleitos dos gestores ligados à atividade produtiva também foram ouvidos e compilados pelo estudo.

Entre os jovens ficou evidente a preocupação com a permanência no meio rural, com a melhor remuneração pelo trabalho e de maior espaço nas decisões familiares. Outros pontos destacados foram a busca por mais acesso a tecnologia, o fortalecimento das associações e cooperativas e a disponibilização de iniciativas voltados especificamente para atividade vitícola. Os grupos apontaram como pleitos a oferta maior de cursos técnicos, de pesquisas, de intercâmbios, de vagas em escolas voltadas a agricultura e de atividades práticas na propriedade. Os jovens também atentaram para a necessidade de acesso mais facilitado e eficiente aos meios de comunicação e infraestrutura e para o uso racional de defensivos agrícolas e do aumento da produção orgânica em relação à convencional.

As mulheres viticultoras também colocaram como prioridade a redução do uso de defensivos para a preservação do meio ambiente e melhoria da qualidade de vida. O grupo levantou outras preocupações, principalmente relacionadas ao núcleo familiar e da necessidade da participação de todos os membros nas decisões e sobre a governança da terra. Nas oficinas, as mulheres ainda citaram a equidade de gêneros, o respeito e a independência ao lado do pleito por maior participação nas estruturas de poder.

Já os homens focaram mais na viabilidade das propriedades, com necessidades como maior agregação de valor, mais renda e garantia de comercialização e de pagamento da uva pelas indústrias ou cooperativas. Ainda relacionado à segurança do negócio, os homens avaliaram como fundamental o estabelecimento de contratos entre produtor e indústria, o acesso à assistência técnica e de melhorias na infraestrutura para o escoamento da produção.

Assistência técnica e extensão rural (Ater) foi ponto unânime entre os gestores que participaram das oficinas. O grupo apontou necessidades como maior integração entre órgãos de pesquisa e extensão para uniformizar as linguagens tecnológicas, a ampliação dos serviços de Ater e maior cooperação entre as instituições (associações, sindicatos e outras entidades) e entre os agricultores. Temas levantados por outros grupos foram corroborados pelos gestores, destacando a diversificação da produção e o fomento à produção orgânica, além da valorização e apoio ao trabalho dos jovens e mulheres.

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